segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Resultado do 2º Concurso Literário de Micro Contos


O 2° Concurso Literário de Micro Contos foi um verdadeiro sucesso. A participação foi muito boa e recebemos, além dos contos de muitos moradores de Pipa,  também trabalhos de autores de outras cidades, estados e países. 
Entre a de muitos, brilhou a maciça participação dos estudantes do CEP - Centro Educacional Pipa; a decisão final da comissão julgadora, composta pela escritora mineira Ana Elisa Ribeiro, o escritor e editor potiguar Carlos Fialho e o jornalista paulista Yuno Silva, colocou quatro deles entre os primeiros cinco classificados, enquanto outros ganharam uma menção especial. Vamos ver, então, quem ganhou o concurso afinal!

1º classificado

As onças
por Clélia Maiza B. Silveira

Para mim, Pipa é um vilarejo. João e Maria passeiam quando de repente se deparam com duas onças pintadas. João jura proteger Maria até que a morte os separe. Na primeira oportunidade, jogou Maria para as onças. Correu e saiu ileso da situação.
- A morte nos separou!

2º classificado

Lembrança
por Abril Torrisi

Para mim, Pipa é um lugar lindo! Aqui morava meu irmão. Lembro que um dia ele ia caminhando, veio um caminhão e... Foi morar na Paraíba. Ele não gostava de caminhões.

3º classificado

(En) canto
por Ian David Macario C. Tenorio

Para mim, Pipa é cheia de encantos. Sereias saem à noite. Pena que cobram horrores para levar os desesperados às profundezas dos oceanos.

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Para a primeira classificada neste concurso, a jovem Maiza, o premio será um jantar para duas pessoas no restaurante Tapas em Pipa. Aos segundo e terceiro classificado vai um bom livro e a camiseta do flipAut! 2014.

Menção honrosa para os seguintes contos:

Lembranças
por Laila de Vasconcelos Argon

Para mim, Pipa é uma terra de boas lembranças. Casei com um homem do Exército, ele venceu tantas e tantas guerras, muitas e muitas lutas. Mas não resistiu a uma única batalha, a pior e mais sangrenta de todas: o casamento.

[sem titulo]
por Fausto de Araújo Neto
Para mim, Pipa e seus habitantes, digo, seus últimos resistentes, deveriam se encantar. Eles devem sair de lá, pois Pipa já não pertence a mim, nem a você nem a qualquer outro homo sapiens. Desde a Rebelião das Fadas e da Revolta das Tartarugas os Golfinhos e os Centauros invadiram a Baía do Madeiro e o Castelo da Princesa, erguido na Praia do Amor, encurralando assim a última tribo humana, formada por pescadores, índios, dois veranistas e um casal de holandeses numa restinga logo ali, onde ficavam as barraquinhas na beira-mar. Tudo aconteceu naquela noite fria. A névoa que nunca vem tomou conta da rua e do Santuário. Ela era densa e o som de um atabaque seco dava um ar ainda mais misterioso. Então umas naves emitiram raios e soaram as sirenes o caos se instalou. Do Chapadão surgiram Gigantes, mas que logo foram derrotados pelos calangos, que àquela altura eram do tamanho de Dragões de Komodo, que não soltavam fogo, mas sim uma fumaça fedorenta que deixava tudo mais azul. Pipa não é mais a mesma, mantém o nome de Reinado Galático da Pipa por força de decreto. Já foi point, já foi praia, mas como disse antes, Pipa deveria se encantar, ser sacada do mapa e reaparecer nos arredores de Atlântida.


Guerreiro navegador
por Raimundo Muniz

Para mim, Pipa é mundo secreto de protagonistas com suas dúvidas, inquietudes, alegorias e alegrias.  Conheci um desses: Geraldinho!
Avenida dos golfinhos, fim de noite. Não demorou muito para colher informações a seu respeito, pois vem de uma linhagem das mais antigas de Pipa. Filho de seu Francisquinho, cresceu no estaleiro da família, especializando-se na construção de barcos. Também possuiu uma barraca de praia, a Reggae Bar.
Estava com alguns amigos, quando ele chegou, com suas máximas e com seu jeito maroto. Menino do mar!
Logo estávamos com uma garrafa de cachaça nas mãos. Oferecemos-lhe, Geraldinho aceitou. Óbvio! Limpou a boca da garrafa e deu aquele gole!
– Essa é das boas! – disse. – Daquelas que lacrimeja as bochechas e nos faz arrotar! Sibaúma?
Despedimo-nos e fomos embora. De dentro do meu carro, vejo-o sentado na calçada, próximo à Praça do Pescador. Escuto-o conversando sozinho.
 – Tenho que ir embora! Quem mandou misturar tantas bebidas? Tomei Campari, cana 51 e cerveja.
– Sibaúma? Como pode ser? Que cachaça é essa? Levantou-se e passou a subir a avenida.  Ainda deu para escutá-lo.
– Sibaúma?
Passou direto, indiferente aos sons que ecoavam na boate. Perdi-o de vista. Deve ter ido dormir.
– Até amanhã, guerreiro navegador!

Eu menino-peixe
por
Rosângela Trajano

Para mim, Pipa é a lembrança do menino peralta que fui a brincar nesse mar azul de um azul nem céu nem olho de princesa, apenas o azul que pulsa na minha alma. E eu o menino de Pipa subi e desci ladeiras, naveguei nos barquinhos, bailei com os golfinhos, estive entre nuvens e areias claras com o meu sorriso meio tímido, meio inquieto, meio peixe que nunca sai do mar para ver as estátuas andantes na terra. Saudades, saudades me consomem, do menino que em Pipa brincava de inventar castelos de areia dentro e fora de mim, à espera de que o mar me trouxesse o gigante Adamastor ou algum encanto que navega meninos em seu entardecer de sol brando e quieto. Em menino saí com a minha bola a dá chutes para cima na esperança de que seu retorno me trouxesse um sonho, o de me fazer menino-peixe. São as lembranças de Pipa que me constituem feito homem que muito gostaria de voltar o relógio para brincar de ouvir tartarugas cantarem manhãzinha cedo. Em infância meus barcos navegavam em Pipa, hoje muitos barcos naufragaram em mim saudosos do menino-peixe que abandonou seu gigante, o gigante mar de Pipa, assim foi e será para mim.

[sem titulo]
por Ester Carmen Albert
Para mim Pipa vibra em cada rua, em cada silencio. Em cada espaco algo novo... a busca, ... sempre a busca.
Jovens que chegam abertos ao encontro com muita energia, com muito despreparo e criando em liberdade e sem pressa vivem sonhando um futuro diferente de amor, paz e o dinheiro que alcance até o sol raiar.
José veio com a sua Maria e pouco tempo depois chegou a criança.
As estrelas sorriram, a chuva os purificou, a cidade abriu suas portas e os três cresceram ao aconchego do inesperado.
A crianca se perdeu  num beco empedrado e todos os coracoes o estao procurando, cada um a seu jeito, a seu ritmo, de  olhos abertos ou fechados, de dia ou de noite, num amigo, numa arvore, num artista.
Detrás de cada esquina todos esperam encontrar a criança.
A criança foi marcando seu caminho, as vezes com pedras, outras com amor, fé, solidariedade e todos aqueles que encontrem ele sortearão as pedras e abrirão os corações para lhe dar um lugar.
Para andar juntos ate a luz, e levar a esta, nossa Pipa ao reino da paz.Andou pelas ruas, andou pelas praias e sem fazer barulho ficou escondidinho na alma pipense.

[sem titulo]
por Cefas Carvalho
Pipa para mim é o lugar onde escolhi para morrer. Quando saíram os exames detectando o câncer incurável e os seis meses de vida, decidi me desfazer de tudo, abandonar a fumaça e o estresse da cidade grande e passar o resto da minha vida na idílica praia que havia ido muitos anos antes, em rápidas e inesquecíveis férias. Instalado na Pipa e em paz com meu destilo, entre canções e golfinhos, sol e comidas, conheci Helena, que também havia abandonado a megalópole para viver a paz da Pipa. Foi encanto imediato e em poucas horas estávamos como amantes de longa data. Revelei a ela meu segredo, minha doença, e ela fez pouco caso daquilo. Vamos viver intensamente o tempo que você tiver de vida, sorriu. E, assim os seis meses se tornaram alguns anos, de amor, carinho e dedicação mútua. Hoje, dez anos depois do diagnóstico da doença, Pipa para mim é meu paraíso e meu inferno. Este último, desde que um motorista imprudente tirou a vida de Helena, há um par de anos, na rua principal da Pipa. Em solidão,  abençoado pela beleza da praia conto os dias para que a doença me leve desta praia e desta vida...

Parabéns aos que ganharam e obrigado a todos os que participaram.
Viva Pipa, viva a leitura, viva o concurso literário de micro contos !!!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Agradecimentos


AGRADECIMENTOS
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Prefeitura Municipal de Tibau do Sul
Secretaria municipal de Cultura
Secretaria municipal de Educação

Mecenas de Pipa

ASHTEP - Associação dos Hoteleiros de Tibau do Sul e Pipa

Pousada Zia Teresa
Pousada Costa Sol
Pousada Terra do Sol
Pousada Morada dos Ventos
Surf Camp Pipa
Hotel Ponta do Madeiro
Pousada da Barbara
Pousada Terra dos Goitis
Pousada Coco Fresco
Pousada Toca da Coruja
Pousada Marajoara
Condo Hotel Pipa Park
Pousada Bakano

Manoel Messias Marinho

Avexado.Com
LanHouse CyberCook

Restaurante Barravento
Pizzaria Calígula
Tapiocaria Maniçoba

Ateliê Montenegro
Editora Sebo Vermelho

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Jornalismo e os Novos Meios de Comunicação


O jornalismo tradicional entrou em uma crise sem precedentes desde que a internet passou a ocupar, cada vez mais, a vida e a atenção das pessoas. Jornalistas foram demitidos, jornais fechados ou reduzidos, meios de comunicação começam a falir.
Por outro lado, a internet abriu a possibilidade de criar novos veículos, locais, independentes e com novas formas de lidar com a audiência. A internet, sobretudo as redes sociais, não matam o jornalismo, mas renovam a profissão, abrindo possibilidades ainda pouco exploradas.
Algumas dessas são iniciativas de jornalismo ultra-local, ou do financiamento coletivo para matérias investigativas. É possível, pela primeira vez, ter um veículo de comunicação influente e bem acessado, sem dispor de um investimento muito alto para isso.
Ao possibilitar que todo mundo possa ser um pouco jornalista nos dias de hoje, a internet democratiza o acesso e a capacidade de produzir informação e quebra monopólios.
A ideia da mesa é discutir um pouco dessas mudanças, com foco principalmente nas redes sociais, baseada na experiência do blog Apartamento702. Como as redes sociais estão mudando o jornalismo? E qual tipo de contribuição ela dá ao jornalismo e a própria democracia.
Vamos conversar junto com Fábio Farias e Alana Cascudo, sexta 26 de setembro às 18h no palco do flipAut! 2014 - 5º festival literário alternativo de Pipa, na Praça do Pescador.

FÁBIO FARIAS -  Jornalista formado pela UFRN. Fez o Curso Estado de Jornalismo Econômico do Estadão/FGV e o Rumos Jornalismo Cultural do Banco Itaú. Passou por Novo Jornal, Diário de Natal e Tribuna do Norte. Hoje é diretor de conteúdo do site Apartamento702. Apaixonado também por internet, cultura, política, mídias sociais e publicidade.


ALANA CASCUDO - Alana Cascudo é publicitária. E apesar de trabalhar em agências de publicidade desde o começo da carreira, é frustrada por não estar fazendo uma viagem de volta ao mundo. Rata de biblioteca, defende a igualdade de gêneros, respira cultura desde que nasceu na família Cascudo e ainda é levemente obsessiva por filmes e séries. Além de claro, comercial e colaborada do Apartamento 702.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A AÇÂO LEITURA dos Jovens Escribas nas escolas


A AÇÃO LEITURA é uma iniciativa da Editora Jovens Escribas e de seus autores que visa estimular a leitura literária entre estudantes. A ideia é apresentar textos de escritores contemporâneos em sala de aula, levar os autores trabalhados para um encontro presencial com os alunos e, por fim, deixar livros destes autores nas bibliotecas das escolas visitadas para promover a leitura espontânea e por prazer. Por ocasião do FLIPAUT 2014, a Jovens Escribas vai realizar uma edição especial com a presença de 7 autores em escolas públicas de Pipa e Tibau do Sul.
- Oficinas nas escolas -
Quarta, 24

10h – Carlos Fialho na E.E. José Mamede
13h15 – Carlos Fialho na E.M. Vicência Castelo

Quinta, 25

13h15 – Carito Cavalcanti , Ruy Rocha, Sinhá e Daniel Minchoni
na E.M. Vicência Castelo
15h – Carito Cavalcanti , Ruy Rocha, Sinhá e Daniel Minchoni
na E.E. José Mamede

Sexta, 26

10h – Pablo Capistrano e Daniel Liberalino na E.E. José Mamede
13h15 – Pablo Capistrano e Daniel Liberalino na E.M. Vicência Castelo 

Poesias ao Vento


O objetivo desta oficina de Zoraya Brayner é confeccionar pipas com rabiolas poéticas, com vistas a desenvolver a criatividade e o gosto pela poesia, através do lúdico. Estimular a reflexão sobre a poesia como arte livre, que inspira e encanta, cuja fruição poderá se dar por meio de diversos suportes, artísticos ou não. 
Público Alvo: em geral, incluindo professores da rede pública do Ensino Fundamental e crianças a partir de 7 anos.
Numero de Oficinas: dia 26/09 – 02 oficinas  e dia 27/09 outras 02 oficinas.
Vagas: 15/20 pessoas por oficina
Duração: 2 horas
ZORAYA BRAYNER – Arte-educadora do Programa de Formação do Jovem Artesão e professora de teatro do profissionalizante da ONG Movimento Pró-Criança (PE). Professora autônoma de artes e de brinquedos educativos para crianças nas empresas Zeppelin e Recrearte. Coordenou o setor das oficinas de artes do Summerville Beach Resort, em Porto de Galinhas (PE). Atuou como atriz performer, cenógrafa e produtora no grupo Totem (PE), por 18 anos. Fez a Coordenação de Produção do projeto educativo do Centro Cultural Som do Barro, em Olinda (PE).

domingo, 21 de setembro de 2014

A Vaquejada de Gato Preto


Paulo Melo (Gato Preto) natural de Riachuelo, no sertão do Rio Grande do Norte, nasceu e cresceu na fazenda, desde pequeno sempre em meio a cavalos, vacas e vaquejada.
Mudou-se para Pipa em 2005 e começou a trabalhar em vários restaurantes.  Foi o italiano Massimo Faletra que o inciou à fotografia. Depois de conhecer Tiago Silva (Diário do Grande ABC-SP), Paulo descobriu em si um novo olhar fotográfico e, juntando o amor por cavalos e fotografia, começou a retratar a vaquejada. 
A vaquejada no Brasil, segundo historiadores, iniciou-se no Rio Grande do Norte e já foi conhecida como Festa de Gado. Atualmente a vaquejada é uma competição entre duplas a cavalo que tem como objetivo derrubar o boi entre duas linhas diagonais (a faixa). Puxador é o vaqueiro que derruba o boi. Esteira é o vaqueiro que auxilia. O vaqueiro, homem que cuida do gado, é um símbolo cultural do Nordeste. 
A vaquejada hoje é praticada em 13 estados brasileiros e no Exterior também, como em México e outros estados centroamericanos; a vaquejada teve uma grande evolução nos últimos anos e uma alta nos valores de animais e premiação com competidores divididos em muitas categorias: profissional, iniciante, amador e amazona (feminino). Em Tibau de Sul tem ate hoje competições e competidores. Há muitos anos atrás a praia da Pipa já foi sede de vaquejada.
Uma seleção de fotografias de Gato Preto retratando a Vaquejada ficará em exposição durante o flipAut! 2014 - 5º festival literário alternativo de Pipa - na Praça do Pescador, por baixo da tenda literária, de 24 a 27 de setembro das 17h às 22h.

sábado, 20 de setembro de 2014

Mais Leitura e Mais Livros


Todos os anos, o Ministério da Cultura investe recursos nos projetos e programas que integram o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). São ações para promover o livro, a leitura, as bibliotecas e 
a criação e a difusão da literatura brasileira que, atualmente, está sob a coordenação direta do Ministério da Cultura. Beto Azoubel irá apresentar os programas, projetos e ações que compõem os eixos estratégicos do Plano: democratização do acesso; fomento à leitura e à formação de mediadores; valorização institucional da leitura e de seu valor simbólico; e fomento à cadeia criativa e à cadeia produtiva do livro.
No palco, com ele, dois colaboradores veteranos do flipAut! que tem muito a ver com livros e leitura: Marizé Assis, contadora de histórias, fundadora do projeto Leitura na Praça, responsável da Biblioteca LNP de Sibaúma, criadora do projeto Meu Pequeno Leitor, entre outros,  e Raimundo Muniz, bibliotecário, Mestre em Ciência da Informação, idealizador e coordenador do Projeto Trocas de Livros Itinerante da Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN, rebatizado aqui em Pipa de Biblioteca Itinerante de Troca - BIT.
A conversa vai ser muito boa, quinta, 25 de setembro às 20h no palco do 5º festival literário alternativo de Pipa, na Praça do Pescador.

ROBERTO AZOUBEL (MINC) - possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco; mestrado e doutorado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Tem formação em Antropologia e desenvolveu seus estudos na área de Estudos Culturais. Realizou pesquisas nos seguintes temas: cultura, identidade, cultura popular, literatura, música, comunicação e novas mídias. Atualmente trabalha e pesquisa as políticas públicas de cultura, atuando como assessor técnico da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura (RRNE/MinC).

Política Cultural, Participação Social e Planos de Cultura


Nos últimos 10 anos, o Estado brasileiro tem pautado a criação de programas e projetos baseados na “antropologização” das atuais políticas públicas. No campo da cultura, essas políticas destinam-se à proteção e à promoção da diversidade cultural, para o fomento do diálogo intercultural e para o desenvolvimento do pluralismo cultural. 
Com a implantação do Sistema Nacional de Cultura, em curso, pretende-se formular e implantar políticas públicas democráticas e permanentes, pactuadas entre os entes da federação e a sociedade civil, que promovam o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso aos bens e serviços culturais. 
Para isso, a diversidade das expressões culturais locais é apontada como recurso primordial. O que é diversidade cultural? 
Qual o papel do Município e da Sociedade Civil na proteção e promoção da diversidade cultural brasileira? Como os Planos Municipais de Cultura podem refletir essa diversidade cultural local e promover a interculturalidade? 
Esses e outros temas serão colocados em debate sexta, 26 de setembro às 20h no palco do flipAut! 2014, 5º festival literário alternativo de Pipa, na Praça do Pescador em Pipa; convidados especiais para este encontro: Cris Vale, Janaina Alves Souza e Vânia Brayner. Não percam!

CRIS VALE – Especialista em Gestão e Política Cultural pela Universidade de Girona (Espanha), em parceria com o Observatório ITAU Cultural (2014). Tem experiência na área de Políticas Públicas de Cultura e atua como consultora da Unesco, no projeto de implementação e fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura do Ministério da Cultura. É membro do grupo Cultiva Cultura, que reúne consultores especialistas em políticas públicas culturais no Brasil.
JANAINA ALVES SOUZA - Atual Secretária de Cultura de Tibau do Sul/RN, professora da rede municipal de ensino desde 2001, graduada em Pedagogia, especialista em Psicopedagogia e Pós Graduanda em Produção Cultural, atuou com alguns trabalhos de dança nas escolas e trabalhos literários. Em 2013 deu início ao processo de adesão do município ao SNC, começando pela conferência municipal de cultura, o cadastro cultural do município e do SNIC, resgatando valores culturais com os grupos locais. Em 2014 conseguiu aprovar a criação da banda filarmônica de Tibau do Sul.
VÂNIA BRAYNER – Mestre em Antropologia (UFPE), especialista em Economia da Cultura (UFRGS) e graduada em jornalismo (UNICAP). Desde 2012, atua como consultora da Unesco, em Pernambuco, no projeto de implementação e fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura do Ministério da Cultura; e como membro do grupo Cultiva Cultura, que reúne consultores brasileiros especialistas em políticas públicas culturais. De 2003-2012, foi Coordenadora Geral do Museu do Homem do Nordeste (MUHNE) da Fundação Joaquim Nabuco.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

[Photo Expô] Pipa, onde tudo acontece - Rhovani Bezerra



Pipa... onde tudo acontece! Pipa com suas praias, suas embarcações, seu cruzeiro, seus golfinhos, suas falésias, seus surfistas, sua gente irreverente, seu pôr do sol deslumbrante, seus bares, sua vida noturna, suas cores, suas luzes....  isso e muito mais é o tema da exposição fotográfica dedicada a esta praia onde tudo acontece, retratada através das lentes mágicas e sensíveis de Rhovani Bezerra. 
A exposição "Pipa: onde tudo acontece" estará aberta ao público de quinta, 25 a sábado 27 de setembro na Pizzaria e Espaço Cultural "Calígula" na rua principal de Pipa, bem perto da praça.
Rhovani Bezerra, natalense, odontóloga, desde criança gostava de fotografia. Em 2010, começou a participar de cursos relacionados à matéria com professores renomados do RN. 
Desde então, apaixonou-se pela arte de fotografar e já participou de algumas exposições e workshops.
Foi aluna de Célio Ricardo, Hugo Macedo e com Everardo Ramos fez curso de História da Arte. Com Numo Rama, participou do workshop O Comportamento da luz e o uso da Geometria "Instintiva" na fotografia. Também o curso Introdução ao estúdio, com Duas Estúdios, e; cursos de edição de imagens: Intensivo de Lightroom, com Hugo Macedo, e Photoshop, com Welison Alexandre. Foi 2ª colocada no 1° Concurso de Fotografia do pipa.com.br. Em 2013, participou da exposição "o rosto real nunca é suave", coletiva na Capitania das Artes, com Simone Sodré, Carla Belke e Sílvia Batistuzzo.

Homenagem [dupla] a Moacy Cirne

Moacy Cirne no Sebo Vermelho

Em ocasião do Flipipa 2014, no mês de agosto passado, convidamos Falves Silva para participar do flipAut! 2014, considerando que em 2013 ele completou setenta anos de idade, e mais de cinquenta de poesia, e foi homenageado em Natal por uma retrospectiva de sua carreira artístico/literária com a curadoria de Sanzia Pinheiro. 
Propusemos para Falves uma entrevista no palco e uma exposição da poesia-visual dele ao longo do inteiro festival. Ele topou na hora, mas alguns dias depois veio com uma proposta aperfeiçoada: "vamos homenagear Moacy Cirne, que faleceu no janeiro de 2014!".
Falves Silva
Moacy Cirne (São José do Seridó, 1943 — Natal, 11 de janeiro de 2014), para os desventurados que não o conheçam, foi um poeta, teórico da poesia, fundador do poema/processo no RN, artista visual e professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense, sendo considerado o maior estudioso brasileiro de histórias em quadrinhos.
Por isso, logo no primeiro dia de programação, o palco do flipAut! será o local do encontro “Lembranças de Moacy Cirne” com a presença, além do poeta e amigo Falves Silva, do editor e sebista Abimael Silva, que ao longo dos anos publicou treze livros de Moacy pela Editora Sebo Vermelho de Natal/RN.
Abimael Silva
Não perca as "Lembranças de Moacy Cirne", Quarta, 24 de Setembro, no palco do flipAut! 2014 na Praça do Pescador às 21h.

A segunda homenagem a Moacy, durante este festival literário alternativo de Pipa, será uma "Retrospectiva Moacy Cirne", exposição de desenhos originais, poesias, livros e outros objetos de Moacy que fazem parte da coleção particular de Falves e outros amigos. De quarta 24 a sábado 27 na Tenda literária flipAut!, na praça do Pescador em Pipa das 17h às 22h.
Viva Moacy!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

[lançamento] Primeiras poesias de Malu Lovato


Maria Luiza Lovato, mais conhecida como Malu, nasceu do dia 12 de dezembro de 2001 em São Paulo, onde morou até os dois anos de idade. Ela veio morar em Pipa com sua mãe e seus dois irmãos em 2004.
Em Pipa, Malu estudou na Escola Maturi até o ano de 2012. Agora ela está no 7º ano na escola CEP e tem apenas doze anos. Começou a escrever poesia depois que sua irmã mais nova pediu ajuda no texto livre da escola.
A partir deste momento, Malu se interessou em fazer poesias, para relaxar e também por lazer.
As poesias delas são dedicadas a pessoas importantes da vida dela,  mãe, pai, avós e amiguinhos, assim como à Natureza e a Vida.
Para comemorar esta paixão artística de sua filha, a mãe  de Malu decidiu valorizar o esforço criativo dessa jovem poeta, e mandou publicar uma seleção de dez poemas num livrinho com formato de cordel, que será lançado durante o flipAut! 2014 - festival literário alternativo da Pipa, no sábado 27 de setembro às 18h na Praça do Pescador, durante as atividades do projeto "Leitura na Praça". 
O livrinho estará à venda na Feira de Livros novos&usados por apenas 2R$, logo desde o primeiro dia do festival.

domingo, 14 de setembro de 2014

Debate sobre ciberAtivismo


Internet e a consequente emergência das redes sociais online tornou-se perceptível uma nova forma de militância de causas políticas e sociais derivada das novas formas de sociabilidade surgidas no ambiente virtual. Se antes a militância fazia surgir rios de gente nas ruas das cidades em nome de uma causa agora as mesmas causas fazem emergir rios em ruas virtuais. Na essência, a militância da Internet resulta da cibercultura que se instalou nas sociedades ocidentais nas últimas décadas, mas toma emprestado elementos da cultura hacker, com dosagens de diversas outras ideologias libertárias. Por isso mesmo, tal militância é cada vez mais marcante: vejam exemplos das recentes Primaveras do mundo árabe. Se no Brasil houve um Junho de 2013, antes, em Natal, o #ForaMicarla e a #RevoltadoBusao mostraram a força que o ciberativismo pode ter. São muitas possibilidades. Qual delas você vai escolher?
Um debate sobre CiberAtivismo está marcado para sábado, 27 de setembro às 20h no palco do flipAut! 2014, na Praça do Pescador - Pipa. Com a cumplicidade de Antonino Condorelli, professor do departamento de Comunicação Social da UFRN, escritor e ciberativista, convidamos para debater juntos neste encontro tão interessante e atual no panorama mundial, Daniel Dantas Lemos¹, João Augusto Limeira² e Tito Rosemberg³. Muitos os temas a ser abordados, bem-vinda a participação ativa dos presentes.


¹ Jornalista formado pela UFRN, onde fez também seu mestrado e doutorado em estudos da linguagem. Atualmente é professor do curso de jornalismo da Universidade Federal do Ceará. Entre 2010 e 2012, coordenou o movimento de blogueiros progressistas do RN. O movimento tem como pauta a ampliação da democratização da comunicação no Brasil e, para isso, realizou uma série de eventos, locais e nacionais, discutindo tais temas e temas da cidade, como corrupção, obras da Copa do Mundo. Participou em diversas manifestações de rua do #ForaMicarla (2011) e da #RevoltadoBusao realizando a transmissão online via twitcam. Ao lado da professora Dra. Graça Pinto, da UFRN, tem realizado pesquisas e apresentado trabalhos sobre as novas sociabilidades surgidas nas redes sociais e seus impactos no ativismo social, como "METÁFORAS DO ROLEZINHO: preconceito e estranhamento nas representações em redes sobre o #ProtestodosPintas”, apresentado no 23º Encontro Anual da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, em Belém; e "Relatos de experiências em redes digitais sobre o movimento Fora Micarla: agenciamento, reflexividade e desdobramentos políticos em Natal (RN)”, apresentado no 37o Encontro Anual da ANPOCS, ano passado. 

² Profissional de comunicação digital há 4 anos. Atuou como produtor de conteúdo digital para empresas de diversos estados brasileiros como SP, MG, DF e RN, incluindo organizações políticas. Pesquisador na linha de cibercultura com foco em liberdade, privacidade e segurança na internet, tem material publicado no Blog MidiaBoom, no Portal Carta Potiguar, Revista ON RN, portal nominuto.com e Yahoo! Brasil. Desenvolve debates e atividades focadas em educação digital e ministra treinamentos sobre gestão de conteúdo em plataformas digitais.

³ Tito Rosemberg, 68 anos, jornalista, fotógrafo e ciberativista, adora aventuras! Foi surfista por quarenta e quatro anos e motociclista há cinquenta e dois. Admite que é viciado em viajar e por isso trabalhou e viveu fora do Brasil por 26 anos, e em cem países, mas voltou atraído pelas belezas da Pipa, onde mora. Fascinado pela cidadania, é hoje o presidente do Núcleo Ecológico da Pipa (NEP), se metendo em mais confusões do que gostaria (segundo ele!). Seu esporte favorito é ter esperança de que o Brasil tem jeito e já está melhorando!

ArteAção e ‎LABcomVivênciasPoéticas ➨ Civone Medeiros


➨ARTEAÇÃO #1 - PRAIAS (Quinta, Sexta, Sábado - Sempre nas Marés Baixas das Manhãs*) AMOR Ao MAR - Intervenção (A)Marítima da Palavra AMOR flutuando em uma jangada pela borda das ondas em maré baixa do trajeto da Praia do Porto/In Front of ‪#‎GaragemBarCo‬ até a ‪#‎PraiaDoAmor‬.
Tábua de Marés - Horários de Início das Flutuações d'AMOR:
Quinta, 25/09 - MARÉ-BAIXA: 10:38 [0.2]
Sexta, 26/09 - MARÉ-BAIXA: 11:08 [0.3]
Sábado, 27/09 - MARÉ-BAIXA: 11:41 [0.3]
< IMAGEM Meramente IlustrAtiva!!!

➨ ARTEAÇÃO #2 - RUAS/PRAIAS +SALA & PRAÇA
Sexta, 26/9 das 15h às 18h, no Ateliê Montenegro, na rua do Céu, 109 oferecemos o #LABcomVivênciasPoéticas e Estamparia Criativas, numa Oficina de Cadernos Artesanais com as Arteações ‪#‎maisAMORporAMOR‬. Os participantes praticarão encadernação simples e experimentação gráfica com carimbos, serigrafia, pincéis e tintas. Para participar, basta ser jovens e adultos e se inscreverem até uma hora antes da Oficina. O limite é de 15 vagas. Inscreva-se!
LAB em 4 momentos: 1º - Coleta seletiva de cartonagem, 2º - Produção de livros com materiais coletados, 3º - Protagonismo Poético/Produção de Textos... 4º - Uma ArteAção de Leitura Pública dessas produções..
➨ ARTEAÇÃO #3 - PRAÇA/TENDA/PALCO/RUAS
Sábado, 27/9 (disponibilidade a partir das 18h!) Lidas Poéticas em "Um Amor pAra chAMAR de Show" - Récitas, Leituras & Cantadas Poéticas Autorais Poetiguares Aberto à Intervensões Sonoras e Performáticas.
➨ ARTEAÇÃO #4 - ESPAÇOS PÚBLICOS
EXPO* em Varais Poéticos ‪#‎comSUMAcivone‬ & #maisAMORporAMOR - Sugestão de Locais: PRAÇA + PRAIA + RUAS + BARES.
* Não há necessidade de se preocupar com a guarda/segurança dos poemas nos varais... No esquema "Dê Bandeira"... As Poéticas estão e são Livres para Levar...


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Largar tudo para viver dos livros



Conversa entre Carlos Fialho, da Editora Jovens Escribas, que completou 10 anos de existência e muita atividade em 2014, e Jorge Palhares, proprietário do sebo "O Alquimista", no bairro de Mãe Luíza, em Natal (RN). 
Carlos abriu mão de uma bem sucedida carreira na publicidade para se dedicar integralmente a uma editora pequena e independente de Natal. 
Jorge pediu demissão do emprego e abriu um comércio de livros usados num dos bairros de maior vulnerabilidade social da capital potiguar. 
Em comum, ambos desenvolveram técnicas de sobrevivência que ajudam a seguir em frente com seus negócios.
Quarta, 24 de setembro às 20h no palco do flipAut! 2014 - 5º festival literário de Pipa - na Praça do Pescador. 

sábado, 13 de setembro de 2014

A Cia Cênica Ventura e seus "Anjos Moribundos" na Praça do Pescador - Pipa


“Anjos Moribundos”
Um espetáculo clownesco-acrobático-musical
               
Poucos minutos antes do início do espetáculo do circo miúdo, ouve-se a notícia: Hoje não terá espetáculo, a grande estrela do circo se apagou, o grande palhaço não vai pisar no picadeiro. A notícia se espalha de tal forma que todos chegam para saber se é verdadeira. O Palhaço Alafin, artista-zelador do circo, fica encarregado de tratar dos cuidados do funeral, pois não haverá mais um espetáculo e sim, um último adeus para o palhaço.
 Entre os curiosos chegam os velhos amigos de infância: o palhaço Cuchara  que sente muito por seu grande amigo e Pedro Maladrino um cobrador de dívidas, que não se conforma pela perda do amigo e principalmente pela perda do dinheiro emprestado ao falecido,  além da suposta viúva que vem buscar o que é de direito, acendendo provocações e causando frisson entre os presentes no funeral.  Cada um tentando entender, sobreviver e se refazer diante do fato. O que gera confusões ao longo do velório, situações inimagináveis e impossíveis surgem e afloram.
E assim, o funeral prossegue cheio de canções, acrobacias, números circenses e histórias cheias de lembranças e saudades. Permeando os campos da celebração da vida, indo do riso ao choro e dos diversos sentimentos humanos revelados aos espectadores, nos permitindo perceber que a vida e a morte caminham juntas, fazendo refletir sobre esse estado moribundo cotidiano e que nós somos responsáveis pela humanidade impregnada nele.
                    
 A Cia. Cênica Ventura tem um carinho especial para a Praia da Pipa e o grupo teatral já se apresentou à nossa comunidade mais de uma vez: a peça "Os Andarilhos do Coração" abriu o flipAut! 2013 e "A Menina Flor" encerrou a 16ª Semana do Meio Ambiente, em junho de 2014. 
Desde o começo, as apresentações da Cia Cênica Ventura em Pipa contaram com o apoio da recém-criada Secretaria de Cultura de Tibau do Sul, ao comando de Janaina Alves  Souza. 
Eles ainda reapresentaram "Os Andarilhos do Coração" duas vezes este ano, durante o Flipipa 2014, em homenagem póstuma a Ariano Suassuna, dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta brasileiro, que faleceu no mês de julho passado, autor da peça inspiradora. 
Foi sempre o maior sucesso!        

O flipAut! 2014 - 5º festival literário alternativo de Pipa - fecha com chave de ouro sua programação com uma apresentação teatral de delicada poesia.  A Cia. Cênica Ventura apresenta no sábado, 27 de setembro, às 21h na Praça do Pescador, em Pipa, "Anjos Moribundos", um espetáculo cheio de reflexões sobre dois pontos comuns a todos os viventes: a vida e a morte. 

Esta montagem concebida e dirigida pela companhia em parceria com Damiano Massaccessi (Itália), Andrezza Alves (PE), Adelvane Néia (SP) e encenado pelos atores Lindemberg Farias, Alberto Villar e PC Salles, busca novas linguagens através da poética do universo do palhaço, a prática circense nas acrobacias, os jogos de improvisos a partir de memórias e referenciais coletivos e pessoais e a música na cena.
O espetáculo conta a história do funeral de um palhaço, a grande estrela que se apaga minutos antes do Circo Miúdo se apresentar. O Palhaço Alafin, artista-zelador deste circo, fica encarregado de tratar dos cuidados do funeral, pois não haverá mais um espetáculo e sim, um último adeus para o palhaço. Entre os curiosos chegam os velhos amigos de infância: o palhaço Cuchara, que sente muito por seu grande amigo e Pedro Maladrino, um cobrador de dívidas, que não se conforma pela perda do amigo e principalmente pela perda do dinheiro emprestado ao falecido, além da suposta viúva que vem buscar o que é de direito, acendendo provocações e causando frisson entre os presentes no funeral.  Cada um tentando entender, sobreviver e se refazer diante do fato. E assim, o funeral prossegue cheio de canções, acrobacias, números circenses e histórias com muitas lembranças e saudades.
De acordo com Lindemberg Farias, diretor e ator do grupo, “durante a peça é possível brincar com situações desta travessia entre a vida e a morte que nos circundam o tempo todo utilizando exatamente a figura do palhaço, figura atribuída ao riso e ao fracasso e que dá um senso de superioridade a quem assiste. Mas através deste fracasso, ele revela sua profunda natureza humana, que nos comove, nos faz rir e perceber que ele é um perdedor imensamente feliz”.


 Ficha Técnica:

Criação e direção: Damiano Massaccessi, Adelvane Néia, Andrezza Alves e Cia. Cênica Ventura.
Elenco: Alberto Villar, Lindemberg Farias e PC Salles.
Direção Musical: Caio Padilha.
Figurinos: Kátia Dantas e Alberto Villar.
Cenografia: Lindemberg Farias, PC Salles e Alberto Villar.
Marionete caveira: Arthur Leonardo.
Produção e captação de recursos: Lindemberg Farias.
Maquiagem: Tauany Thabata.
Sonoplastia e Iluminação: Kathleen Louise.
Preparadora acrobática: Maria Luiza Lopes.
Assessoria pedagógica e registro do processo: Tauany Thabata.
Design e fotografia: Artêmio Monteiro.
Gestor Administrativo/Financeiro: Hugo Victor.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Sebo Vermelho na Feira de Livros novos&usados

Está confirmada na Feira de Livros novos&usados, que acontecerá durante o flipAut! 2014 - 5º festival literário alternativo de Pipa, a presença do estande do Sebo Vermelho de Abimael Silva. O Sebo Vermelho surgiu em 1985 quando aos 21 anos, Abimael Silva resolveu abrir um sebo de livros e discos após deixar a instituição bancária, onde trabalhava.Para começar. colocou os livros de sua biblioteca particular para serem vendidos. Na época tinha mais de 700 livros e 600 foram colocados à venda. No início vendia mais discos, mas livros também vendia bem, tanto que costumava viajar para Recife,e comprar livros com preço defasado para vender no sebo. Atualmente o sebo vende apenas livros e conta com um acervo de aproximadamente 30.000 volumes. Desse total uns 10.000 são de autores Norte Rio- Grandenses. 
Nessas quase três décadas de existência a Editora Sebo Vermelho tem mais de mais de 300 títulos lançados. Além de vender e editar livros, o Sebo Vermelho é um importante ponto de encontro dos intelectuais da cidade que frequentam o espaço em busca de boa literatura ou simplesmente para uma boa conversa. Para os amigos o encontro virou tradição.
Feira de Livros novos&usados
Quarta 24 a sábado 27 de setembro
das 17h às 22h na Praça do Pescador em Pipa/RN

Casa do Cordel na Feira de Livros novos&usados

A Casa do Cordel, criada pelo poeta Abaeté, Erivaldo Leite de Lima, já possui em seu acervo milhares de folhetos de cordel e centenas de títulos diferentes para venda e troca. No Rio Grande do Norte, a Casa do Cordel é o primeiro espaço cultural totalmente destinado à literatura de cordel, onde Abaeté reune poetas, músicos, escritores, jornalistas e apreciadores desse gênero literário para tertúlias e saraus nos finais de tarde, além de fomentar a leitura do folheto de cordel para novos leitores. 
A Casa do Cordel é um espaço organizado e mantido com o apoio e forças daqueles que compreendem a importância da cultura na formação de um povo.
A Editora Casa do Cordel vai estar presente na Feira de Livros novos&usados do flipAut! 2014, de 24 a 27 de setembro na Praça do Pescador em Pipa, das 17h às 22h, representada pela cordelista, poetisa, compositora e cantor Tonha Mota, de Taperoá (BA).
  

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Relato de uma Viajeira na Feira de Livros novos&usados


A liberdade vem quando nós cruzamos a linha do horizonte ...
Os "Relatos de una viajera" o convida a cruzar esta linha juntos, ao longo de um percurso mundial, diverso e único. Um percurso banhado em aventuras, experiências, emoções, que a viajante enfrenta todos os dias, em todas as escolhas... porque ela escolheu viver a vida ao "máximo" e para isso, ela sente que precisa se movimentar.
Durante nove anos, seguindo uma rota de viagem planejada em tempo real, viajou pelos cinco continentes. em alguns países, ela morou por um tempo; em outros só ficou de passagem: alguns, por acaso.
Sempre em companhia de seu diário de viagem, sua câmera fotografica, caneta na mão e mochila nas costas, a personagem da viajante se lança a viajar...
PARA QUE CADA DIA SEJAMOS MAIS E MAIS LEITORES, VIAJANDO E APRENDENDO PELO MUNDO...
O livro, em Espanhol, de Aldana Vladimirsky estará a venda pelo preço de 30R$ na Feira de Livros novos&usados durante o inteiro festival literário. Conheçam e conversem diretamente com a autora, que estará presente na tenda literária, atuando como voluntária. 

Confirmada a BIT na Feira de Livros novos&usados

Está confirmada a presença no flipAut! 2014 da BIT - Biblioteca Itinerante de Troca, que foi o maior sucesso na Feira de Livros novos&usados do ano passado. Traga seus livros já lidos e escolha uns novos para você ler. Não precisa pagar nada.
O Bibliotecário, Mestre em Ciência da Informação, Raimundo Muniz, coordena o Projeto Trocas de Livros Itinerante da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 

O projeto consiste em uma Biblioteca de Trocas de Livros (BIT) na qual se pode encontrar grande variedade de títulos e gêneros. Romance, poesia, conto, literatura infanto-juvenil, publicações acadêmicas, entre outros tipos de publicações. 
Para efetuar a troca, basta trazer um livro lido para trocar por outro sem custo algum. A intenção e libertar os livros e ajudar o próximo, pois livros são escritos para serem lidos. 
Livros estáticos nas estantes são como pássaros engaiolados, se os amam, libertem-os!

Biblioteca Itinerante de Troca de Livros
com Raimundo Muniz
de qua 24 a sáb 27 de setembro
das 17h às 22h
na Feira de Livros do flipAut! 2014
na Praça do Pescador - Pipa

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Livro À Mar de Igor Barboà



Igor Barboà, poeta potiguar residente em Natal no bairro do Alecrim, avido frequentador da Ribeira,  estudante de antropologia social na UFRN, costuma realizar trabalhos de intervenção urbana, de cunho poético-interativo nas ruas da cidade. 
Em edições anteriores do festival literário alternativo de Pipa, compondo o coletivo OUTROS POTES, Igor realizou uma exposição de quadros de poemas em aquarela juntamente com a artista Patrícia Souza, como também a arteAção “VEM De Si Poemas”, instalação de cartazes de poemas em formato de anúncios em meio as propagandas da rua principal da cidade de Pipa. 
Em ocasião do flipAut! 2014, o Barboà realizará a publicação de seu segundo “livro aberto”,  uma proposta de publicação não convencional que visa colocar a obra em meio a seu universo de inspiração... e no caminho daqueles que o habitam. 
O “Livro à mar” é uma obra sobre o mar e sobre amar. Suas páginas serão dispostas ao longo de um trecho da Praia do Amor. A instalação acontecerá na manhã do sábado 27, último dia do flipAut! 2014.

[lançamento] Valdetário Carneiro - A essência da bala


O livro-reportagem "Valdetário Carneiro - a essência da bala" escrito pelos jornalistas Rafael Barbosa e Paulo Nascimento, tem como linha central a história do caraubense que ficou notabilizado por liderar uma quadrilha especializada em assaltos a banco em toda a região Nordeste, com ações criminosas que entraram para a história do Rio Grande do Norte.
O livro vai até as raízes dos conflitos que envolvem a família Benevides Carneiro, desde as primeiras décadas do século passado até a morte de Valdetário, em dezembro de 2003, reconstituindo os fatos através de pesquisa e entrevistas com familiares e relacionados à história do personagem.
Com notável estreia, o livro lançado pela Editora TRIBO esgotou sua primeira tiragem, com 1.000 cópias, nos três meses iniciais de circulação, o que fez com que a publicação se tornasse uma das obras nacionais mais vendidas nas livrarias de Natal.
Agora, o relato expande fronteiras e marca presença também na cosmopolita Praia da Pipa, onde será reLançado em ocasião do flipAut! 2014, 5º festival literário alternativo.
"A essência da bala serve, acima de tudo, como um registro da nossa realidade sertaneja, muitas vezes esquecida dos registros históricos formais, e como ela pode influenciar e formar todo um contexto social”, comenta Paulo Nascimento, um dos autores.
Sexta 26 de setembro às 21h no palco do flipAut! na Praça do Pescador  - Pipa, vamos conversar com os autores do livro, Paulo Nascimento e Rafael Barbosa, em companhia do escritor e músico Dudé Viana, parente de Valdetário, que escreveu uns anos atrás o livro "A Saga Benevides-Carneiro" e foi um colaborador importante na época de pesquisa dos dois jovens jornalistas potiguares.

400 anos de Sibaúma

Sibaúma em 1969 - foto de Jorge Bodanzky
Este ano a vila de Sibaúma, no município de Tibau do Sul, mundialmente conhecido pelo atrativo turístico de sua praia mais famosa, Pipa, comemora 400 anos de história documentada. 
A comemoração oficial aconteceu em Sibaúma no sábado, 28 de fevereiro,  mas, com o intuito de popularizar o assunto, o flipAut! 2014 convidou Severino Guilhermino, historiador local apaixonado pelo assunto, e dois seus amigos/colaboradores, Dorivaldo Alves Leandro e Élson de Oliveira Barbosa, ambos moradores de Sibaúma, que vem acompanhando suas pesquisas, para contar-nos toda a "História de Sobaama" no palco do festival literário alternativo de Pipa.
Ao longo desses anos, o trabalho de Severino seguiu dois caminhos diferentes. Por um lado ele foi pesquisando todos os antigos documentos que relatam doações, sesmarias e a história em geral da antiga Capitania do Rio Grande; por outro lado,  foi realizando uma pesquisa de campo bem aprofundada, que o levou ao achado de muitos objetos antigos enterrados, assim como de ruínas de antigas construções. O dia-a-dia a contato com os membros mais antigos da comunidade também enriqueceu muito a pesquisa dele. 
Entre os muitos projetos de Severino, estão a publicação de um livro sobre o assunto e a criação de um museu histórico de Sibaúma, com as histórias, lendas e artefatos recolhidos em suas pesquisas naquela região.
Vamos conversar sobre isto e muito mais com Severino Guilhermino, quinta 25 de setembro às 19h na Praça do Pescador em Pipa. Todos os interessados estão convidados!
   

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

[lançamento] Dicionário OXE


Dizem que na antiga Grécia um jovem – Narius - resolveu dar significado às palavras conceituando-as, de acordo com o que se entendia sobre aquelas. E quando alguém questionava a outrem sobre ser aquilo mesmo, a resposta vinha sempre desta forma: - Assim disse o Narius! O que o Narius não disse, e nem imaginava acontecer, era que dentre os vários tipos de dicionários - gerais da língua; etimológicos; de sinônimos e antônimos; analógicos; temáticos; de abreviaturas; bilíngues ou plurilíngues etc. – viessem a compilar dados em outros como propósito de atender diversas finalidades como dúvidas e dificuldades de uma língua, de frases feitas, de provérbios, de gírias e expressões regionais, etc. 
Agora nos vem Maria Maria Gomes e Adelson Aprígio Filgueira, com este Dicionário de palavras e expressões usadas no Seridó oriental, saído do sertão de Currais Novos, no Rio Grande do Norte, para o Mundo... Ôxi!
Lançamento do Dicionário OXE no palco do flipAut! 2014quinta 25 de setembro às 21h na Praça do Pescador - Pipa.
Adelson Aprígio Filgueira é natural de Currais Novos-RN, graduado em Psicologia pela UFRN e mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Autor de músicas como Pelo meio da rua e Nossa loucura, ambas gravadas pela cantora potiguar Valéria Oliveira, é compositor e violonista. Oriundo do sertão do Seridó, pesquisa as origens históricas da região há vários anos, o que culminou com a defesa da dissertação de mestrado A resiliência do(a) cabra da peste: uma contribuição à promoção de saúde no sertão nordestino. É funcionário público federal, atuando na UFABC/SP.


Maria José Gomes, que adotou recentemente o nome literário de Maria Maria, nasceu em Currais Novos/RN, em 15 de outubro de 1966. É formada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com pós-graduação em Literatura Luso-brasileira, pela mesma Universidade. Aos 14 anos, escreveu os seus primeiros poemas. Aos 16, o primeiro romance. Recebeu menção honrosa no Concurso de Poesia Othoniel Meneses promovido pela Fundação Capitania das Artes, em Natal/RN. Publicou contos e poemas na revista Papangu da cidade de Mossoró/RN. Conta com 07 livros publicados nos gêneros prosa e poesia. Atualmente organiza os blogs literários Espartilho de Eme e Água de Chocalho. É consulesa do Seridó, título conferido pelo movimento poético Poetas del Mundo, com sede no Chile. É professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, na Escola Estadual Tristão de Barros, em Currais Novos/RN.

Poesia de poste... nas ruas de Pipa


O projeto nasceu do desejo de tornar a poesia alcançável, de fazer com que ela chegue a um maior número de pessoas, pois a poesia tem a propriedade de tocar almas, vidas, sonhos. Porque é feita de materiais sutis e pode dar voz e forma a muito do que sentimos.Poesia é pão espiritual, não tem contraindicação, não engorda,não leva agrotóxico, é orgânica!
O Poesia de Poste concentra-se em adornar postes com versos simples, acessíveis e leves, ou seja, trata-se de uma intervenção poética lúdica.

                                 Diana Pessoa, analista de sistemas, especialista em informática aplicada a educação e engenharia de processos, mestre em educação, empresária, produtora cultural independente, motociclista e poeta.  
         Eddy Polo, escultor, artista múltiplo, criador da Oficina de Coisas, nascedouro de ideias e obras de arte que se reflete em quadros, luminárias, cadeiras, mesas, bancos, etc. Um fazedor de coisas que prima pelo REuso, pela reciclagem, pela transformação do refugo em arte.Criador da obra ícone da cidade do Recife, o caranguejo da Rua da Aurora. Produtor cultural independente e poeta.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Editora TRIBO: novos conceitos e estratégias


A Editora Tribo é um coletivo de escritores, ilustradores e comunicadores que se dedica à publicação independente de livros e fanzines. Com a intenção de difundir os jovens que produzem literatura e arte na cidade, a Tribo preza pela qualidade do que produz e pela possibilidade de levar o catálogo para cada vez mais longe. A mais nova editora de Natal nasceu em outubro de 2013 pelas mãos das jornalistas natalenses Themis Lima e Andressa Vieira e do ilustrador Aureliano Medeiros e pouco menos de um ano depois, tem em mãos três livros e uma coleção de fanzines lançados mensalmente desde dezembro de 2013.
A equipe é hoje constituída por sete colaboradores que, cada um à sua maneira e com as suas habilidades, auxilia no mágico processo de construção de um livro. Até o final de 2014 serão cinco novos livros adicionados ao catálogo.
Para conhecer um pouco mais sobre a trajetória  da Editora Tribo, vamos conversar com Aureliano Medeiros¹ e Virginia Fróes² na quarta-feira 24 de setembro às 19h no palco do flipAut! 2014 na Praça do Pescador em Pipa.
Um estande da Editora Tribo estará presente na Feira de Livros ao longo do evento inteiro, com todas as publicações disponíveis.

Aureliano Medeiros
¹ Com 24 anos, Aureliano Medeiros é formando em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, mas guarda pela ilustração e pelos quadrinhos um carinho especial. Acompanha a Editora Tribo desde o início do projeto e atua em diversas atividades no dia-a-dia do grupo, principalmente na edição de fanzines.
Virgínia Fróes
Além de responsável pela página Diário Desenhado (http://fb.com/DiarioDesenhado) e autor de dois fanzines da coleção mensal da Tribo, Aureliano está trabalhando no seu primeiro romance: a estória da personagem mais presente nas suas tirinhas, a Madame Xanadu.
² Virgínia Fróes tem 22 anos, é publicitária formada pela Universidade Potiguar e é apaixonada por livros. Leitora convicta e aventureira na escrita, colabora com o blog Pra Nós Rola (http://pranosrola.tumblr.com/) e é assistente editorial na Tribo desde o maio de 2014. Atua na área de seleção de manuscritos e edição de textos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

FlipAut! 2014 de 24 a 27 de setembro de 2014


Está confirmada a data do FlipAut! 2014. O 5º Festival Literário Alternativo de Pipa vai acontecer de 24 a 27 de setembro.
O ponto principal do evento será a Praça do Pescador, palco de encontros e debates, mas como sempre, haverá também oficinas nas escolas e outras atividades em locais parceiros.
Desde o primeiro ao último dia do festival, uma Feira de Livros novos e usados oferecerá uma variedade de publicações para todos os gostos e bolsos.
Participe do 2º Concurso Literário de Micro Contos:
“Para mim, Pipa... em 214 palavras”!
Leia o regulamento onLine ( http://flipaut.blogspot.com.br/p/concurso-de-micro-contos.html ) e envie seu micro conto para flipaut@yahoo.com.br até o dia 28 de setembro de 2014.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Homenagem de Dudé Viana aos amigos do flipAut! 2012



Música de Dudé Viana e Celso Pinheiro na homenagem de Dudé Viana aos amigos do 3º Festival Literário Alternativo da Pipa - FlipAut 2012. A música "Aquele Lugar" foi gravada originalmente por Dudé no CD "Violas e Cantigas", em 1997.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Os Andarilhos do Coração no flipAut! 2013



A Cia. Cênica Ventura formada por jovens artistas vem, desde junho de 2008, criando, experimentando, construindo e encenando possibilidades artísticas com seus corpos e diversos tipos de linguagens; o circo, a música na cena, estéticas das diversas formas do fazer teatral, intervenções contemporâneas, o uso dos elementos da dança e muitos outros caminhos que a Arte em si possibilita. Atualmente a Cia. Cênica Ventura é formada por: Artêmio Monteiro, Edo Sadistic, Kathleen Louise, César Ferrari, Lindemberg Farias, Tauany Thabata, Pc Salles, Manoel Evaristo e Márcio Bento. O Teatro de rua para o povo essa é missão da Cia. Cênica Ventura, ao levar o teatro em bairros e comunidades com o espetáculo: "Andarilhos do Coração". Adaptação do texto de Ariano Suassuna, (Torturas de um coração ou em boca fechada não entra mosquito), escrita em 1951, onde a encenação através da Cia. Ventura ganhou novos ares como as pernas de pau, espetáculo todo desenvolvido com atores em cima de pernas de pau, com música ao vivo com canções especialmente criadas para o espetáculo com direção musical de Caio Padilha e direção cênica de Lindemberg Farias. Terça 3 de dezembro de 2013, a Cia Ventura se apresentou nas Praça do Pescador em Pipa durante o flipAut! 2013, 4º festival literário alternativo de Pipa. Neste vídeo os primeiros minutos da peça, gravados por Bruno Lira, e uma seleção de fotografias tiradas por André Renan.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Os melhores micro contos do Concurso 2013


O 1º Concurso de Micro Contos "Pipa, um paraíso... em 213 palavras" foi um verdadeiro sucesso e contamos com a participação de pessoas de todas as idades do município, de Natal, de outras cidades do Brasil e até do Exterior.
A seguir uma seleção dos melhores contos escolhidos pela comissão julgadora, composta pelo jornalista Yuno Silva e a escritora Ana Elisa Ribeiro: todos eles passaram para a segunda fase do julgamento.

Sonho
por Giovanni Tomas Spina Juares, 12anos

Pipa, um paraíso onde João encontrou o seu amor Marisa. Se casaram e tiveram filhos, uma casa maior e cachorros. Eles morreram e João se separou. – Acorda João! Você vai chegar atrasado à escola.

Rick Grimes
por Gabriella Fidelis, 13 anos

Pipa, um paraíso. Onde ele vive solitário e toda madrugada vai ao cemitério. Tem o trabalho de cavar a cova dos novos mortos e dá-lhes uma machadada na cabeça. Assim, os zumbis não irão acordar.

Barulhos noturnos
por Clelia Maiza Barbosa Silveira, 12 anos.

Pipa, um paraíso. Os gatos e cachorros tomam conta do povoado. Nas noites sombrias e escuras, guerras entre eles. Até que um dia um “monstro” assustador começa aterrorizar a todos. Seu uivo terrível perturbava os felinos e os cães que habitavam na região. Mas um dia cansei de não conseguir dormir à noite, peguei minha espingarda e fui até o local de onde vinham os barulhos e uivos. Ao chegar, abri a porta e me deparei com o velho Antônio sofrendo com dor de dente.

Piquenique
por Nathaly Silva, 14 anos

Pipa, um paraíso. Até dois índios resolverem fazer um piquenique na praia apreciando as ondas do mar. Mas os surfistas não gostavam dos índios e resolveram ir até lá, pois não queriam ninguém poluindo a praia deles. Já era noite. Chegaram mais índios e decidiram fazer um luau na praia. Os surfistas ficaram olhando os índios de cima de uma barreira e tiveram a ideia de fazer medo a eles para que eles saíssem da praia. Porém os indígenas também tiveram a mesma ideia. Os surfistas não pensavam mais em nada. Só descer para assusta-los. Ao chegarem lá caíram no poço que os índios tinham preparado. E os nativos dançaram felizes.

Paraíso
por Makarios Mulenga, 13 anos

Pipa, um paraíso. Um lugar onde conheci a minha amada. Quando o pai dela ia pescar, eu aproveitava para paquerá-la. Até que um dia ele descobriu. Foi no dia em que o conheci. E até hoje me arrependo, pois daquele dia, no lindo paraíso, só ficaram sequelas.

O lobisomem
por Agustin Gabriel, 13 anos.

Pipa, um paraíso. Neste lugar um lobisomem assombrava as matas. E apenas um homem que passava na hora viu aquele “negócio” preto e cabeludo de olhos vermelhos. O homem correu com muito medo até uma rua iluminada. Ao olhar para trás o bicho havia sumido. No dia seguinte contou para todos na comunidade, mas ninguém acreditou nele. Depois disso, ele evitou sair à noite para não ser morto.

O pescador
por Thiago Melo, 15 anos.

Pipa, um paraíso. Neste lugar um pescador consertava seu barco todos os dias a meia noite. Mesmo em dias de tempestade ou fortes ventos. Até que o temido monstro dos mares atacou sua cabeça. Ele não ia mais perturbar os moradores com o batuque do martelo.

A mala
por Luiza Victória Fontoura, 13 anos.

Pipa, um paraíso. Toda manhã ela vai à praia dos golfinhos. A tarde sempre vai caminhando até o Chapadão com suas amigas. Numa dessas tardes, elas encontram uma bela mala na areia. As meninas começaram a brigar entre si para saber com quem a mala deveria ficar. Até que uma delas consegue pegar e fugir. Ao chegar em casa, toda feliz, abre e dentro só encontra ossos humanos.

O cão do inferno
por Johnatan da Conceição Mendes, 14 anos

Pipa, um paraíso. Mas nem sempre foi assim. Um monstro de olhos vermelhos, três cabeças, três chifres, rabo que é uma cobra, assombrava as matas, às noites, e as encruzilhadas nas madrugadas. Apenas um garoto viu o monstro devorando uma cabra. Ao se deparar com a cena, correu para casa e todos escutaram os latidos assustadores e ficaram com muito medo.

Os casais
por Brunna Müller,13 anos.

Pipa, um paraíso. Porém todo paraíso tem seus mistérios. Um casal foi explorar o lugar. Pegaram seu barco, passaram horas e horas navegando. Quando viram dunas, falésias e a praia foram até lá. Na praia não havia ninguém, nas dunas não havia também. Já nas falésias encontraram duas pessoas, um homem e uma mulher. Foram até eles. O homem era louco e a mulher era um zumbi. O casal de viajantes foi convidado pelos estranhos habitantes para jantar. Ao entrar por um túnel estavam lá todas as pessoas ditas desaparecidas, pois faziam parte de uma seita secreta.

O sequestro
por Luiza Inácio da Silva, 12 anos

Pipa, um paraíso. Neste lugar morava uma menina chamada Paloma que estudava muito longe e para ir à escola passava por uma mata muito esquisita. Certo dia, voltando da escola, foi sequestrada e levada para dentro do mato. Depois de vários dias foi encontrada morta. Esta menina toda noite passa pelas ruas de Pipa arrastando uma corrente e gritando, pedindo por socorro desde que morreu.

Quem será?
por Luan Teixeira, 11 anos

Pipa, um paraíso. Todo dia passava um homem pela rua escura. Eu ficava olhando da janela e sempre me perguntando quem será? Uma noite peguei o meu machado e sair para ver o que era. Era o seu Matias. Mas por que aquele pelo? Era que tinha acabado de cortar o cabelo.

Barulho estranho
por Cauê de Melo Costa, 12 anos.

Pipa, um paraíso. Da casa sombria dentro do matagal escutei ruídos e gritos. Parecia algo grande, continuei caminhando até que me deparei com um zumbi. Corri muito até que ele me encontrou. Quando pensei que estava tudo acabado, ele só queria saber onde ficava a lanchonete mais próxima.

Salmão
por Lucas Melo, 11 anos

Pipa, um paraíso. Um dia na praia vários surfistas surfavam nas ondas muito boas, até que de repente eles viram uma barbatana na água. Todo mundo saiu correndo da água com a maior rapidez. Depois de um tempo todos se perguntaram: o que era aquilo? Passou um mês e ninguém queria entrar na água, pois todos pensavam que era um monstro marinho. Mas um jovem foi ver o que era. E encontrou um tubarão perguntando onde tinha salmão.

Cachorros
por Marina Luna d’Emília, 11 anos.

Pipa, um paraíso. Medroso, tímido, charmoso. Cauê, como de costume, foi comprar carne para seu cachorro. Ao sair do açougue ele viu os quinze cães da dona Francisca. Nesse momento, começou a andar, nem deu dois passos, e os animais começaram a correr atrás dele. Cauê correu alguns minutos até que se cansou, parou, jogou a sacola com a carne. Então percebeu que os cães não estavam lhes perseguindo e sim um gato que estava bem a sua frente.

A bruxa do bem
por Maria Luiza Oliveira Lovato, 11 anos.

Pipa, um paraíso. Neste lugar vive uma menina misteriosa que todo dia de madrugada vai para um campo cheio de mato. Ninguém sabia o que ela ia fazer lá. Todos estavam muito curiosos. Algumas pessoas começaram a investigar e foram ao local em que a menina estava. Ao chegar lá a viram mexendo um enorme caldeirão. Ao ver essa cena voltaram para casa com medo e começaram a espalhar a informação que a garota era uma bruxa. No dia seguinte os homens do povoado foram caçar a bruxa. Ao invadirem a casa viram que a menina estava fazendo sopa para os pobres.

Paraíso
por Pedro Teodoro da Silva, 14 anos.

Pipa, um paraíso. Quando cheguei aqui, Pipa era apenas uma vila de pescadores que viviam da pesca. Não havia nada na vila. Passado alguns anos, Pipa se transformou numa das praias mais conhecidas com pousadas, barracas e restaurantes.

O gato
por Paco José Doval, 12anos.

Pipa, um paraíso. João estava caminhando e encontrou um gato morrendo de fome e resolveu comprar ração para o animal e fez a maior confusão, pois a ração custou cinquenta reais. Não foi suficiente o amor. João levou o gato para surfar e o gato pegou uma onda imensa. Ao ver gato surfando gritou: Pipa, paraíso!

O amor destruído
por Larissa Gomes de Melo,11 anos.

Pipa, um paraíso. Neste lugar havia o amor de João e Joana. Eles prometeram se amar na doença e até depois da morte. João viajou para o Paraná. Joana foi em busca de seu amor. Viajou dois dias no ar para se encontrar com João no Paraná. Mas quando chegou lá, encontrara João e uma loira com um vestido branco. Percebeu que ele estava se casando. Com seu coração partido e ferido voltou para Pipa.

Realidade
por Nathan Ginane, 11 anos.

Pipa, um paraíso tropical onde tudo acontece. Certo dia os surfistas estavam pegando várias ondas. Quando de repente um deles, o João, fala: - Olha o homem morto! Acorda e observa que o mesmo homem está morto ao seu lado.

Coração desiludido
por Lívia M. Ferreira

Pipa, um paraíso onde casais como Gabriel e Ana se encontravam todos os dias e juram nunca trair um ao outro. Até que certo dia Ana vai se encontrar com Gabriel, mas ele não apareceu ao encontro e ela decidiu ir atrás dele e o vê com outra menina. Fica triste. A partir daquele dia Ana nunca mais conseguiu amar ninguém com medo de ser traída outra vez.

Mais um dia de pesca
por Antonio Mori, 12 anos.

Pipa, um paraíso. Lá vive uma família de pescadores. Foram ao mar pescar, como faziam sempre, para sobreviver. Ao chegar em alto mar, o pai falou: - olha a oooonda!!! No dia seguinte a família apareceu boiando na praia.

Dentista pavoroso
por Lorena Rebelo, 13 anos

Pipa, um paraíso. Neste lugar eu passeava todo santo dia pela rua do consultório do dentista e ouvia barulho de serra elétrica e gritos de pavor. Certo tarde tive que ajeitar meu aparelho odontológico, morrendo de medo fui. Ao chegar, sentei e fechei meus olhos com receio, mas percebi que ele não fez nada, só fez ligar a TV na série “massacre da serra elétrica”.

Curiosidade
por Ágata Nivana Brandão Souza

Pipa, um paraíso. Nesta pequena vila uma menina queria saber como era o Santuário Ecológico à noite. Então foi. Quando a van parou ficou com medo de entrar, pois estava muito escuro. Resolveu esperar outra van passar para ir embora. Neste instante, viu um homem correndo e pensou que iria ser assaltada e ficou com muito medo. Mas era só o vigia com dor de barriga procurando o banheiro.

Assaltados por aí
por Eon Evans, 13 anos.

Pipa, um paraíso. Aqui temos vários mercados e negócios. Aconteceu de repente na casa de farinha um assalto com homens fortemente armados. Era noite, um dia calmo. Foi estranho ser assaltado aquela hora da noite. Nunca esqueci, agora tenho uma segurança melhor e o negócio é fechado mais cedo. Ainda tenho medo, mas, mesmo assim, trabalho na casa de farinha. Eles, os ladrões, tinham roubado cinco malas com 5 kg de fotografias colecionadas.

De vila para um paraíso
por Gean Lucas da Conceição Mendes, 13 anos.

Pipa, um paraíso. Miguel e Laura foram viajar na região nordeste. No meio do caminho se perderam no mato e de repente os dois acharam uma pequena e úmida vila que não tinha muitos moradores. Laura que era muito inteligente pensou que aquela pequena vila poderia se tornar um paraíso por causa de suas belezas. Miguel pensou que poderia tornar aquele lugar grande e muito conhecido. Os dois pensaram em um nome para a vila e até que surgiu o nome Pipa e ficou a frase Pipa, um paraíso.

Lugar encantado
por Serena Cristina Deckers

Pipa, um paraíso. Neste lugar havia um grupo de duendes e fadas e eles faziam de tudo para o lugar se tornar um paraíso. Mas algo aconteceu de errado. Ao invés de tentar agradar os turistas, eles os assustavam achando isso engraçado. E as pessoas não conseguiam vê-los. Com o tempo, isso perdeu a graça e ficou sem sentido. Os seres mágicos aprenderam que maltratando e fazendo as pessoas tropeçarem não seriam legais, pois se fosse com eles, também não gostariam. Depois disso, Pipa virou mais do que um paraíso. E eles conseguiram identificar as pessoas felizes, brincando, curtindo e sem tristeza no rosto das pessoas. Porém um duende não conseguia se segurar e continuou fazendo travessuras.

O salvo pelo azar
por Nicolau Soares G. Parreira, 12 anos.

Pipa, um paraíso. Como todas as noites, Joaquim fazia seu passeio noturno na praia de pipa. Nesse dia ocorreu tudo bem e ele voltou para casa e foi dormir. No outro dia encontraram lixo tóxico na casa dele. Sua mulher mandou que ele se livrasse da tralha que tinha um aviso: “quem abrir morre intoxicado”. Já era noite e aproveitou seu passeio de sempre para se livrar do tal “entulho”. Ao chegar ao portão, uns bandidos pararam ele e pediram a sacola. Ele entregou. Três dias depois, foi encontrado morto o bandido mais perigoso do mundo e seu assistente.

Pipa, um paraíso
por Adaebson Santos da Silva

Pipa, um paraíso que amarei eternamente, de brisa forte, de chão quente. Praia linda, povo contente, São Sebastião protege a gente, na beira do mar, num sol de rachar a pele já ardente. Os barcos e o ócio, vida calma, mar morto. Moréias, tartarugas, tainhas, corós, sardinhas, golfinhos e peixe-boto. Fartura no fundo do poço, água doce e saborosa na cacimba-calabouço. - Anda logo essa fila! - Pega a água, não desfila! Antes era uma vila, hoje é um alvoroço.

Pipa, um paraíso
por Luiz Renato Almeida

Pipa, um paraíso - foi assim que se despediu do hippie argentino que vendia colares horríveis no centro para comprar maconha na Estrada da Mata. Ia, lhe pareceu, em direção a praia do centro num choro copioso. Era para lá que eu deveria ir, sem ter pensado ainda no que faria quando nos encontrássemos. Era como se tivesse que seguir seu cheiro no ar, suas pegadas nos paralelepípedos das ruas da vila. Era tardinha, desci tropeçando aquela ladeira por baixo da praça, por entre os carros estacionando e os flanelinhas extorquindo os motoristas. Quase corri. Parece que respirei só lá na igreja, ainda com as pernas tremendo, juntei nos bolsos o resto da coragem que me havia sobrado e rumei por entre as cadeiras e sombrinhas rumo a beira d’água de onde se via o céu chocando-se com a laje exposta. Aquela praia abarrotada me falava em dialeto intraduzível e sem sentido. Parecia impossível encontrar aquele rosto em meio a tantos. Desisti em resignação. Como um delinquente, caminhei por nossos passos até a Praia dos Carneiros, já quase noitinha, sem saber ao certo como voltaria. E naquele recanto em penumbra reconheci a assinatura dos nossos corpos ainda inscrita na areia pisada como sendo um só. Tudo recomeçaria, finalmente anoiteceu em Pipa, um paraíso.

A Última Terra Santa
por Abraão Lucas Silva Caminha

- Pipa, um paraíso que fora conservado por Deus depois da Grande Cisão – Falou o Elbaf ao grupo de defensores a frente – E vocês sabem porque ele fez isso? - Para mostrar que mesmo com tantos erros, Deus tem esperança no homem – Respondeu o grupo em uníssono. - E para dar motivo a essa esperança, o que vamos fazer, Defensores!? - Proteger a Terra Santa até o Ultimo dia - Então vamos homens, pois Deus esta do nosso lado, e com tal aliado, não há inimigo páreo! Então partiu os Defensores liderados por Elbaf naquela noite funesta contra a horda demoníaca que sitiavam a cidade. Muitos morreriam essa noite, pais, filhos, irmãos, e eles sabiam disto, e mesmo com todo o esforço, tudo poderia ser em vão, pois o Inimigo era feroz e implacável, e este era a Ultima Terra dada aos homens antes de Deus romper com eles e libertar os demônios, dando os homens o dever de protegé-la até o 13º dia do quinto ano após o rompimento. Hoje era noite do 12º dia, e por isso, eles viriam com tudo. Os Defensores seguraram o Inimigo com sangue e suor e quando o esforço parecia inútil contra a vastidão dos exércitos inimigo, uma luz brilhou no horizonte marcando o novo dia...

Pipa, um paraíso para poucos
por Débora Toledo

Pipa, um paraíso para poucos. Aqui é assim, muitos conhecem, amam e querem ficar, mas nem todos podem usufruir e desfrutar das belezas e excentricidades que a Pipa oferece por muito tempo. Ela acolhe todos que escolhem viver aqui e expulsa aqueles que saem da linha, perdem o rumo e a cabeça. Conheço muitos que vieram e já foram. Talvez Pipa seja mesmo um lugar passageiro, daqueles que você suga tudo o que pode e em algum momento vira as costas e vai embora. Muitos agem pensando em si próprio e não no bem à comunidade, querem se dar bem em todas as ocasiões e acabam à margem da sociedade, excluídos e desacreditados. Pipa é pequena e tem o lado bom e o mau nesse sentido. Conhecer todo mundo, deixar fiado na padaria e a janela de casa aberta pode conquistar quem viveu em cidades grandes, mas ter sua vida exposta e falada por todos pode incomodar. A oferta é grande por aqui: drogas, mulheres, bebidas... Tudo em excesso faz mal, quem não tem juízo perde a linha e acaba indo embora. Foge, corre e morre. Pra mim, aqui é sim o paraíso. Encontrei o meu lugar, me encaixei perfeitamente, cresço como pessoa e profissional e espero que seja assim com você também...

Lagrimas azuis
por Laiane Quirino

Pipa um paraíso abençoado pelos deuses, onde há muitos séculos atrás a deusa mãe Gaia resguardou sobre as areias da praia o seu corpo já cansado do sofrimento causado pela ganância do homem e o fardo da imortalidade. Todas as madrugadas ela desperta ao nascer do crepúsculo e dá a sua benção a natureza e assim renova o paraíso e o deixa radiante para o nascer do sol. Os anos se passaram e algo a machucava, ao despertar ela foi vendo o sofrimento da natureza, dos seres que lá viviam, e com isso seus olhos não queriam mais se abrir para ver o amanhecer a ela aceitou a sua derrota. Suas ultimas lagrimas de dor escorreram pela areia e seu corpo se misturou a natureza, no local onde ela jazia nasceu uma linda flor de tom azulado, a mesma só poderia ser vista no local ao nascer do sol. Essa foi à forma que a deusa encontrou para continuar protegendo aquele lugar, e quem sabe um dia reencarnar como uma humana e não sentir mais aquela solidão, esperando para que alguém a colha e deixe seu espírito voar até um corpo que a acolher-se. Deixou assim uma profecia que quem a encontra-se teria o dom e dor da imortalidade que lhe foi imposta.

É Pipa um paraíso?
por Diógenes Carvalho Veras

Pipa, um paraíso? Para descobrir você deverá julgar não somente com o olhar, mas através do paladar e também do tato. Isso mesmo, caro leitor e leitora! Degustando iguarias finas aliadas aos prazeres locais, frutos das delícias encantadas desse pedaço de lugar. O nome vem dos antigos barris que armazenavam a água doce dos hospitaleiros nativos, vistos no litoral desde as embarcações costeiras. Hoje, do alto das belas falésias, incrustadas de restaurantes exóticos e aconchegantes hotéis, aprecia-se o romântico Atlântico lá embaixo. Onde barcos coloridos e alegres golfinhos, fainam mansamente peixes prateados sob um sol vibrante. E enquanto a brisa nos acaricia a pele suavemente, ouvimos o farfalhar dengoso das árvores. Suas águas mornas contêm o sal suficiente para temperar nossa pele, sob os raios da tropicalidade. Mergulhar na Praia do Amor é renascer de paixão pela vida, embalado pelo burburinho gostoso das espumas marinhas, num eterno vai e vem a molhar a areia finíssima e alva. À noite, deliciar-se numa orla brilhante, repleta de sabores, músicas, e gente de várias partes do mundo. Para despertar na manhã seguinte sob uma mata tropical frondosa e natural, sombreada de silêncio e exuberante verde. Estanciar em Pipa é, enfim, emocionar-se! É desfrutar de um maravilhoso mundo do qual você recordará feliz uma fascinante experiência!

Pipa, um paraíso
por Gabriel Seabra de Freitas Medeiros

Pipa, um paraíso deslumbrante e clima especial que apaixona visitantes, com barracas a beira-mar, tartarugas e golfinhos nadando harmonicamente com ondas que vinham, uma após outra. O espetáculo girava corpos ao luar, a bailar na rua movimentada ate o Sol nascer, outro dia. Eu, que cheguei ao paraíso, presenciei um astral sensacional, e resolvi não voltar só. Vim a Pipa e não saiu sem ela.

O Lobo e a Sereia
por Roberta Alencastro Veiga


Pipa, um paraíso onde o amor impera. Há 22 anos, nascia o Lobo da Estepe. De coração puro e alma livre, o lobo vivia por aí a uivar e preencher de mistério e beleza as imponentes falésias da Pipa. No dia de seu 22º aniversário, revoltado com erros, injustiças e futilidades da humanidade, resolveu uivar do mais agudo ao mais grave som, veemente em ser aquilo o que é: um selvagem aprisionado pelas vestes da realidade. E por não se encaixar, no ímpeto, saltou do alto das falésias. De encontro ao mar, sem hesitar, nadou em direção a Lua, na desesperada fuga de si mesmo. Imenso era o desconforto e tamanha a vontade de mudar que ele se deparou com uma distante e suave voz. Encantado, decidiu mergulhar. A forte incidência luminosa da lua o fez avistar uma linda mulher. Sentada em um grande coral com sua reluzente e sedutora cauda, cabelos envoltos por peixes multicoloridos e completamente segura de si, ela o fitou com um olhar íntimo, transmitindo o tão desejado conforto. Fascinado pela imagem e tudo que representava, sentiu como se toda busca estivesse ali. Sorriu. E pleno de si, agradeceu. Mas sob o efeito da falta de ar, logo desmaiou. Ao acordar, era um novo lobo. Foi tudo um sonho?

Na Razão e na Loucura até que Morte  os separe
por Epitácio de Andrade Filho


“Pipa, um paraíso”, sussurrava Inácio, à beira-mar, entre baseados. Imaginando envolver-se numa louca investida contra manicômios. Em tempos imemoriais travou-se em Curral Velho, uma polêmica envolvendo os alienistas: Sebastião Corcel, especialista em antropologia criminal, e o Alienista Holandês radicado na Praia da Pipa, Inácio Haddad, fundador do ELPOC (Exército Libertador dos povos da caatinga). A luta foi pelo controle do serviço manicomial, Corcel era proprietário da Casa Amarela, grande manicômio sertanejo. Não foi por essa razão que ganhou notoriedade, mas por sinistros nunca dantes registrados na história manicomial. Entre os aliados de Corcel estava o barbeiro Benício. A realidade se confunde com a ficção machadiana pela semelhança de conflitos. Ambos apresentavam idéia obsessiva de encontrar mulher perfeita. Inácio iniciou namoro com Eva sendo convencido por Corcel a interná-la na Casa Amarela. Amarrada durante dias teve trombose numa perna sendo orientada por Benício a procurar Navalhada, barbeiro-cirurgião que lhe amputou o membro. Inácio resolveu denunciar o manicômio, a Corte interfederativa de direitos que sentenciou seu fechamento. O sacristão Flopes responsável por “correr matraca” e quem recebeu ordem de fechamento, chamando Inácio e Corcel. Para surpresa de Flopes, os alienistas o convidaram para celebrar sua união homoafetiva.

É uma vez um povo...
por Fabián Ostropolsky Chaves

“Pipa, um paraíso”, assim devia começar o relato, e assim foi. Aquela manhã não tinha equívocos, ou simplesmente tudo era imprescindível. Os golfinhos ensinavam a suas crias a mais natural das naturezas, e eles pulavam e pareciam rir. Com sua caneta meditando entre os dois dedos, aprofundou no conceito de “obediência”, sem saber bem por que. A lua já sorvia a maré com paciente sede, e calmava as ondas em um verde quase azul, o vice-versa. “A beleza é quase absurda”, disse-se, enquanto o sol brincava com o seu reflexo na areia, um tanto úmido pela dança que teve com a água seis horas atrás. “Infinito”, pronunciou pausadamente, surpreendido por se surpreender dessa obviedade. O ar se entibiava ao redor de si mesmo, fazendo esvoaçar sua folha quase em branco; as falésias aguardavam imortalmente que nada sucedesse; as nuvens se estreitavam, se acumulavam ou permaneciam quietas, de acordo com a atenção que ele lhes dava; caíam ao seu lado folhas de uma mata que as desterrou para sempre; borboletas ecléticas vagueavam seu mate. E ele emocionado, com a tinta calada. “Pipa, um paraíso”, disse-se, apagando os olhos, com a morna sensação de não entender se devia participar no concurso. Ou não...

Pipa, um paraíso
por Aline Maia

Pipa, um paraíso… Ele pensou enquanto espremia as mãos contra as pedrinhas da falésia. Alí, sentado com os pés soltos no ar, disse a si mesmo que voar como uma pipa, na verdade, não parecia tão mal. E depois, no chão, virar areia de praia. Tudo o mais o mar levaria, lavaria. Lembranças. Uma tarde brincando com primos na infância, um sorriso de uma colega da faculdade. Uma conversa com um professor que se incomodou com seu silêncio. Tudo normal, respondia sempre que lhe perguntavam. Estava normal. Haveria algo mais terrível do que ser normal? O sol ardia nos olhos, nos ombros. Isso aliviava. Como contornar a inevitável realidade de que era mais um entre tantos, sem nenhum talento especial? Uma vida fatalmente comum. As pequenas alegrias o haviam tentado num passado que agora parecia muito distante. Uma menina brincando de catar peixes destinados a morrer nas locas de pedras quando a maré secava. Apanhava os peixes fazendo conchinhas com as mãos e corria para o mar. Estava salvando vidas. E por um segundo, a esperança de ver no mar mais do que um amontoado de águas se anunciou. Melhor ser como uma pipa, e depois, não ser? Seria uma versão do paraíso.

Pipa, um paraíso
por Clarissa Penido 

Pipa, um paraíso com suas falésias imponentes moldadas pela ação do vento e do mar, Diz uma lenda antiga: Foi em um dia nublado que do alto do mastro gritou um marinheiro: terra à vista! a tarde caiu e com a noite veio uma enorme lua, linda e brilhante refletindo sua beleza e de longe todos puderam admirar um paraíso no meio do mar. No dia seguinte o comandante Américo desceu com sua tripulação de dia exploravam e a noite se encantavam. Numa noite a lua já estava minguando e um som levou Américo para o mar, seus homens gritavam e não entediam mas ele não parecia escutar, enfeitiçado parecia estar, foi quando dois marinheiros no pequeno barco entraram e o seguiram, e avistaram uma moça com cabelos longos e cacheados de beleza incalculável no meio da água que de tão calma nem parecia o mar. Os dois também se enfeitiçaram desceram do barco e Américo acompanharam, logo em seguida mais homens da tripulação se lançavam ao mar tentando desesperadamente seus companheiros salvar, a meia dúzia de homens que no navio permaneceram assistiram a tudo e morrendo de medo partiram rezando. De longe, criaram coragem e olharam para a costa, viram um coração se formar na areia do mar e as sereias a dançar e cantar em cima dos corpos dos marinheiros que enfeitiçados pensaram que iam amar e morreram no fundo do mar.

Paraíso
por Ursula de Lima Barbosa

Pipa, um paraíso que nutre os mais profundos imaginários... E assim, de tanto vagar, como um pensamento sem dono, o rapaz cosmopolita encontrou seu lugar nas águas cálidas de Pipa. Este habitat refletia a essência do seu espírito ainda a lapidar, mas, estar ali fazia seu sentido se confundir com toda aquela beleza, que de tanto interagir, tornou-se parte daquele paraíso. Os cabelos deixou-se desvairar, como as falésias, que de tanto olhar não se sabe até onde chegaria, ao céu desnudo e oblíquo talvez... E de tanto dourar já se entrevia entre o sol e o luar. O jeito corriqueiro, repetido e absorvido pela euforia de outrora, já cedia lugar ao atemporal, à liberdade que se tinha outorgado, ao esmero das ondas que ao pôr-do-sol se põe a tragar, e ao cair da noite, deixava-se desvanecer nela como quem não tem pressa de conhecer o próximo capítulo. De tanto deixar-se levar, como os golfinhos da enseada, que se diverte ao vislumbre dos que chegam, buscou encontrar um reflexo de si mesmo, pois entre as baías, falésias e mar, entre a verde relva já se encontrara, mas faltava algo pra debruçar-se. Por fim, encontrou o que revirara em meio à bucólica paisagem! Uma nativa de lá, e agora jamais ousará deixar esse lugar...

Pipa, um paraíso
por Giovanna Giovanini

Pipa, um paraíso aonde caminho pela praia à procura de algo para fotografar. As ondas do mar estão agitadas. Decido sentar e ouvir o barulho. Fotografo as ondas quando vejo golfinhos. Decido molhar os pés. Volto a caminhar. Ouço conversas. Um grupo se aproxima. Aguardam o pôr do sol no chapadão. Me aproximo. Vejo olhos em minha direção? Não! São apenas meus pensamentos que anseiam pelo encontro daquele olhar. Caminho em direção à fogueira. Sinto mãos em minha cintura... Não. É meu corpo que almeja seu toque. Sento-me no tronco da árvore caída e ele vem em minha direção. Sinto meu coração bater, mãos a transpirar. Sim, você vem em minha direção. Me segura e me puxa... Já não caminho. Deslizo em direção ao paraíso. E num segundo percebo que estava à sua espera e que nosso encontro já estava marcado. Eu que custei a acreditar. Naquele instante percebo que o tempo pode congelar. Da mesma maneira que ao olhar uma foto vemos uma imagem. Abro os olhos. Ainda vejo o seu olhar em minha direção e aquele momento ao redor da fogueira ficou guardado no álbum de fotografias. Novamente, suas mãos me puxam para junto de si. Fecho os olhos e volto a sentir o calor que queima dentro de mim.

Pipa, um paraíso
por Wanessa Alves

Pipa, um paraíso. Olho em direção ao mar e vejo-a caminhando na espuma rasa entre as ondas. Segurando a prancha com os cabelos longos, de corpo bronzeado, ela desliza nas ondas e nenhuma delas podia tirar sua beleza. As ondas se abriam e ela passeava como se fosse o sol entre as nuvens. E o vento trazia o cheiro suave do seu corpo contra as falésias. E tudo à volta era lume das águas. A dois passos do mar fiquei sentado, sorrindo, apenas admirando tudo à minha volta. Senti meu corpo tremer quando a vi vindo em minha direção com um sorriso que substituía mil palavras. Nenhuma palavra precisava ser dita. Era como um encontro de almas. Não sabia nem o que sentir. Era um abismo de sensação. Ao abrir os olhos ela continuava nas ondas surfando, e tudo era apenas um desejo.